O que separa cumprir a regra de ser íntegro?

Dra. Ligia Maura Costa chegou ao tema da integridade pelo Direito do Comércio Internacional, ao qual sua formação sempre esteve ligada. É o campo que estuda, entre vários assuntos, os mecanismos jurídicos que tornam as relações econômicas entre países mais seguras e previsíveis, e foi o tema do mestrado e do doutorado que fez na Universidade de Paris X, na França.
E se a Justiça do Trabalho não existir para dar razão ao trabalhador?

Quase todo mundo que fala de Justiça do Trabalho foca em quem pede. Erotilde Minharro traz a visão de quem decide. Magistrada, ocupa um lugar que não pertence a nenhum dos lados: ouve as duas versões, examina as provas e, no fim, precisa decidir o conflito com imparcialidade, equilíbrio e sensibilidade.
Por que ganhar a causa não é o mesmo que receber?

Há um instante na vida de um processo trabalhista que quase ninguém de fora imagina. O juiz deu a sentença, o trabalhador ganhou e, mesmo assim, não pinga um centavo na conta dele.
Por que ninguém briga só pela casa?

Ganhar uma discussão nem sempre significa sair melhor dela. Nathalia Bottini já viu pessoas inteligentes e normalmente ponderadas tomarem decisões economicamente ruins.
E se o Direito de Família começasse antes do conflito?

Ninguém procura um advogado de família num dia bom. Para Tayane Farnocchia, daí decorre uma responsabilidade maior do que conhecer a lei. E ela começa por não confundir acolher com concordar.
A quem serve um processo penal rigoroso?

Para o público em geral, diz Ana Paula da Fonseca, a Justiça Criminal “parece um filme que pula direto da cena do crime para a cena do castigo”.
E se a pergunta não fosse quanto punir, mas por quê?

A técnica penal, diz Luiza Verdi, “por si só, foca no ‘o quê’ e no ‘como’ do crime”. Ela foi estudar uma terceira pergunta, que o Código não faz.
O que acontece com a verdade quando ela depende de quem conta?

Criminal e trabalhista parecem mundos distantes: um trata de liberdade, o outro de direitos do trabalho. Dra. Mariana Guimarães, que advoga nos dois, diz que eles se encontram num ponto só.
Vinte anos depois, onde a Lei Maria da Penha ainda chega tarde?

À primeira vista, era apenas um casal comum. Ela tinha emprego, amizades, planos para o futuro. Ele parecia atencioso, presente, protetor. Buscava a companheira no trabalho todos os dias, queria saber onde ela estava, com quem conversava e por que demorava a responder.
Quem decide o que sabem sobre você?

“Não tenho nada a esconder.” Essa é a frase que a Dra. Cacyone Gomes mais escuta, e ela tem sempre a mesma resposta: “não se trata de esconder, trata-se de decidir”.