Gente que faz a diferença

Se o direito existe, por que ele não chega?

Dra. Simone Romano, advogada dos direitos da pessoa autista, entrevistada da Revista Angel

Quando uma família com uma pessoa autista procura Simone Romano, quase nunca está no começo do problema. “Está no limite. Em geral é uma terapia interrompida porque o plano de saúde negou cobertura, uma escola que recusou a matrícula ou cobrou taxa extra pelo acompanhante, um benefício negado pelo INSS.

A negativa do plano é o fim da conversa?

Dra. Raizy Lopes, advogada de Direito da Saúde, entrevistada da Revista Angel

Raizy Lopes já advogou para uma operadora de saúde antes de passar a defender pacientes. Conhecer os dois lados, diz, permitiu “compreender como uma operadora pensa, quais são os critérios utilizados nas análises e como determinadas negativas são construídas”.

Por que a Previdência cobra da mulher o tempo em que ela cuidou?

Dra. Emilia Albuquerque, advogada previdenciária, entrevistada da Revista Angel

Depois de anos em previdência, Emilia Albuquerque encontrou uma imagem para o que vê todo dia. Ver segurados perderem benefícios por falhas estruturais e análises equivocadas, diz, “fez com que eu refletisse sobre a máquina que é o INSS e o corpo que é o segurado, pois até que ponto a máquina está respeitando o corpo diante de tantas violações aos direitos sociais e fundamentais”.

E quem não consegue atravessar a porta do aplicativo?

Dra. Valéria Navarro Neves, advogada previdenciária, entrevistada da Revista Angel

Hoje quase tudo no INSS passa por um aplicativo: o pedido, o agendamento, a prova de vida, a consulta. O sistema pressupõe alguém com celular, internet e familiaridade digital. É aí que Valéria Navarro Neves, previdenciarista há mais de trinta anos no noroeste paulista, aponta o problema.

Quem está formando quem vai defender você?

Dra. Juliana Magati, professora e criadora do método Direito Colorido, entrevistada da Revista Angel

Há algo fora do lugar nas aulas de Juliana Magati, e é de propósito. Num curso conhecido pela tradição, pela vestimenta e por um vocabulário que assusta, ela entra na sala com giz de cera, lápis de cor, canetinhas, cadernos de desenho, jogos de tabuleiro e referências da Disney.