O processo terminou. E o conflito?

O que o olhar sistêmico entrega, para Paula Scaranto, é uma distinção que muda o resultado: “Ganhar uma causa pode encerrar um processo. Resolver um conflito é criar condições para que ele deixe de ocupar o centro da vida das pessoas.” Ela aprendeu isso na prática: “era possível ganhar juridicamente e, ainda assim, encontrar pessoas emocionalmente presas ao mesmo conflito”.
O que o conflito faz com quem passa a vida dentro dele?

Há inventários que não terminam nunca, e não é por falta de documento. Rosaní Paschoal aprendeu a reconhecer o que os sustenta: “aquele processo se torna, sem que ninguém perceba, o único elo que ainda mantém aquela família unida, mesmo que seja pelas desavenças”.
Quem traduz o Direito para quem precisa dele?

“A maioria das pessoas não procura um advogado apenas porque tem um problema jurídico. Ela procura porque está insegura, com medo, frustrada e, muitas vezes, sem entender o que está acontecendo.” Para Viviane Macedo, o problema é que muita gente sai do atendimento exatamente do mesmo jeito, ou passa meses sem saber como está o andamento do processo, o que gera ansiedade e faz tudo parecer ainda mais pesado.
Inteligência artificial: inovação sem perder o humano

Nunca tivemos acesso a uma tecnologia capaz de reconhecer padrões, processar informações e apoiar decisões em escala tão ampla quanto a Inteligência Artificial.
Dignidade não se restitui: uma breve reflexão sobre família e ética

Advogo há mais de cinquenta anos na área trabalhista. Aprendi nesse tempo que a ação judicial chega sempre tarde: o que se disputa no processo quase nunca foi o que originou o conflito.
Se cuidar completamente: corpo, mente e emoções precisam estar em equilíbrio

Cuidar da saúde vai muito além de tratar um sintoma. O corpo humano não funciona como um conjunto de peças independentes. Sono, alimentação, emoções, relações, experiências vividas, hábitos e estado mental se comunicam o tempo todo.
Quem responde quando quem dá as ordens é um algoritmo?

Pergunte a Pedro Benatto o que mudou no mundo do trabalho e ele devolve uma imagem incômoda: o chefe perdeu o rosto. O que virou do avesso, diz, “foi a subordinação algorítmica, ou seja, o chefe humano que controlava horários, foi substituído por metas automatizadas e vigilância digital”.
Quando o trabalho cobra a conta: como a nutrição pode proteger a saúde na rotina jurídica

A advocacia exige raciocínio, concentração, capacidade de decisão e disponibilidade. Entre prazos, audiências, reuniões, deslocamentos e jornadas que frequentemente ultrapassam o horário convencional, cuidar da própria alimentação pode parecer mais uma tarefa impossível de encaixar na agenda.