Nutricionista e Pós-graduanda em Emagrecimento e Metabolismo, Viviane atua com uma abordagem baseada em ciência, ajudando a emagrecer com saúde, consciência e estratégia.
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Viviane Rossi Zancaner | Fotografia: Deivid Murad
A advocacia exige raciocínio, concentração, capacidade de decisão e disponibilidade. Entre prazos, audiências, reuniões, deslocamentos e jornadas que frequentemente ultrapassam o horário convencional, cuidar da própria alimentação pode parecer mais uma tarefa impossível de encaixar na agenda. Mas é justamente nesse cenário que a nutrição ganha importância. Uma rotina intensa não precisa significar alimentação desorganizada. O primeiro passo é abandonar a ideia de que comer bem exige perfeição. A estratégia deve ser adaptada à realidade profissional. Para quem passa muitas horas no escritório, por exemplo, ter opções práticas à disposição pode evitar que a fome seja resolvida com salgados, biscoitos, doces ou refeições improvisadas.
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Frutas, iogurte natural, castanhas, ovos, queijos, sanduíches com boa composição e outras opções práticas podem funcionar como recursos para os intervalos. Nas refeições principais, uma estrutura simples ajuda: uma fonte de proteína, como carnes magras, frango, peixe ou ovos; vegetais variados; uma fonte de carboidrato, como arroz, batata ou mandioca; e feijão ou outras leguminosas. Essa combinação favorece maior saciedade e fornece nutrientes importantes para o funcionamento metabólico e cerebral. A hidratação também merece atenção. Café pode fazer parte da rotina, mas não deve substituir água nem ser utilizado como estratégia para compensar noites mal dormidas.
Excesso de cafeína, especialmente no período da tarde e da noite, pode prejudicar o sono — e um sono ruim tende a repercutir no apetite, na disposição e na capacidade de concentração no dia seguinte. E quando não for possível seguir o planejado? É aí que entra uma nutrição verdadeiramente aplicável. Se houver um almoço em restaurante, por exemplo, não é necessário “jogar o dia fora”. É possível priorizar proteína, legumes e verduras, escolher uma porção adequada de carboidrato e moderar frituras, molhos e sobremesas. Em uma viagem ou dia de audiência, ter um lanche de emergência na bolsa ou no carro pode fazer uma grande diferença. Também é importante evitar longos períodos sem comer apenas porque a agenda apertou.
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Para algumas pessoas, isso pode resultar em fome excessiva posteriormente e maior dificuldade para fazer escolhas equilibradas. Nutrição, nesse contexto, não deve ser mais uma cobrança. Deve ser uma ferramenta de organização. O objetivo não é construir uma rotina perfeita, mas uma rotina sustentável, capaz de funcionar inclusive nos dias difíceis.
Afinal, profissionais que trabalham diariamente com planejamento, estratégia e prevenção também precisam aplicar esses princípios à própria saúde. Cuidar da alimentação é investir não apenas em longevidade, mas na energia, na clareza mental e na qualidade de vida necessárias para exercer bem a profissão.
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