E se a Justiça do Trabalho não existir para dar razão ao trabalhador?

Quase todo mundo que fala de Justiça do Trabalho foca em quem pede. Erotilde Minharro traz a visão de quem decide. Magistrada, ocupa um lugar que não pertence a nenhum dos lados: ouve as duas versões, examina as provas e, no fim, precisa decidir o conflito com imparcialidade, equilíbrio e sensibilidade.
A quem serve um processo penal rigoroso?

Para o público em geral, diz Ana Paula da Fonseca, a Justiça Criminal “parece um filme que pula direto da cena do crime para a cena do castigo”.
Quem decide o que sabem sobre você?

“Não tenho nada a esconder.” Essa é a frase que a Dra. Cacyone Gomes mais escuta, e ela tem sempre a mesma resposta: “não se trata de esconder, trata-se de decidir”.
Quem decide o que uma criança vai querer daqui a cinco anos?

Dra. Luciana Sabbatine Neves começa por uma cena. Uma criança de dez anos, sozinha no quarto, luz apagada, só o brilho da tela no rosto dela.
E quem não consegue atravessar a porta do aplicativo?

Hoje quase tudo no INSS passa por um aplicativo: o pedido, o agendamento, a prova de vida, a consulta. O sistema pressupõe alguém com celular, internet e familiaridade digital. É aí que Valéria Navarro Neves, previdenciarista há mais de trinta anos no noroeste paulista, aponta o problema.
Quem está formando quem vai defender você?

Há algo fora do lugar nas aulas de Juliana Magati, e é de propósito. Num curso conhecido pela tradição, pela vestimenta e por um vocabulário que assusta, ela entra na sala com giz de cera, lápis de cor, canetinhas, cadernos de desenho, jogos de tabuleiro e referências da Disney.
Inteligência artificial: inovação sem perder o humano

Nunca tivemos acesso a uma tecnologia capaz de reconhecer padrões, processar informações e apoiar decisões em escala tão ampla quanto a Inteligência Artificial.
Quem responde quando quem dá as ordens é um algoritmo?

Pergunte a Pedro Benatto o que mudou no mundo do trabalho e ele devolve uma imagem incômoda: o chefe perdeu o rosto. O que virou do avesso, diz, “foi a subordinação algorítmica, ou seja, o chefe humano que controlava horários, foi substituído por metas automatizadas e vigilância digital”.