E se a Justiça do Trabalho não existir para dar razão ao trabalhador?

Quase todo mundo que fala de Justiça do Trabalho foca em quem pede. Erotilde Minharro traz a visão de quem decide. Magistrada, ocupa um lugar que não pertence a nenhum dos lados: ouve as duas versões, examina as provas e, no fim, precisa decidir o conflito com imparcialidade, equilíbrio e sensibilidade.
Por que ganhar a causa não é o mesmo que receber?

Há um instante na vida de um processo trabalhista que quase ninguém de fora imagina. O juiz deu a sentença, o trabalhador ganhou e, mesmo assim, não pinga um centavo na conta dele.
O que acontece com a verdade quando ela depende de quem conta?

Criminal e trabalhista parecem mundos distantes: um trata de liberdade, o outro de direitos do trabalho. Dra. Mariana Guimarães, que advoga nos dois, diz que eles se encontram num ponto só.
Dignidade não se restitui: uma breve reflexão sobre família e ética

Advogo há mais de cinquenta anos na área trabalhista. Aprendi nesse tempo que a ação judicial chega sempre tarde: o que se disputa no processo quase nunca foi o que originou o conflito.
Quem responde quando quem dá as ordens é um algoritmo?

Pergunte a Pedro Benatto o que mudou no mundo do trabalho e ele devolve uma imagem incômoda: o chefe perdeu o rosto. O que virou do avesso, diz, “foi a subordinação algorítmica, ou seja, o chefe humano que controlava horários, foi substituído por metas automatizadas e vigilância digital”.