A quem serve um processo penal rigoroso?

Para o público em geral, diz Ana Paula da Fonseca, a Justiça Criminal “parece um filme que pula direto da cena do crime para a cena do castigo”.
E se a pergunta não fosse quanto punir, mas por quê?

A técnica penal, diz Luiza Verdi, “por si só, foca no ‘o quê’ e no ‘como’ do crime”. Ela foi estudar uma terceira pergunta, que o Código não faz.
O que acontece com a verdade quando ela depende de quem conta?

Criminal e trabalhista parecem mundos distantes: um trata de liberdade, o outro de direitos do trabalho. Dra. Mariana Guimarães, que advoga nos dois, diz que eles se encontram num ponto só.
Vinte anos depois, onde a Lei Maria da Penha ainda chega tarde?

À primeira vista, era apenas um casal comum. Ela tinha emprego, amizades, planos para o futuro. Ele parecia atencioso, presente, protetor. Buscava a companheira no trabalho todos os dias, queria saber onde ela estava, com quem conversava e por que demorava a responder.