O que acontece com a criança autista quando ela vira adulta?

Antes de advogar por pessoas autistas, Ariane Faria conviveu com uma dentro de casa. Renan, seu irmão, hoje um adulto de vinte anos, é autista.
Por que o sistema só acredita no que consegue medir?

Uma perna quebrada aparece no raio-X. Uma depressão grave, não. É nessa assimetria, a da doença que não se enxerga num exame, que Simone Padoin concentrou a advocacia.
Se o direito existe, por que ele não chega?

Quando uma família com uma pessoa autista procura Simone Romano, quase nunca está no começo do problema. “Está no limite. Em geral é uma terapia interrompida porque o plano de saúde negou cobertura, uma escola que recusou a matrícula ou cobrou taxa extra pelo acompanhante, um benefício negado pelo INSS.
A negativa do plano é o fim da conversa?

Raizy Lopes já advogou para uma operadora de saúde antes de passar a defender pacientes. Conhecer os dois lados, diz, permitiu “compreender como uma operadora pensa, quais são os critérios utilizados nas análises e como determinadas negativas são construídas”.
Quem traduz o Direito para quem precisa dele?

“A maioria das pessoas não procura um advogado apenas porque tem um problema jurídico. Ela procura porque está insegura, com medo, frustrada e, muitas vezes, sem entender o que está acontecendo.” Para Viviane Macedo, o problema é que muita gente sai do atendimento exatamente do mesmo jeito, ou passa meses sem saber como está o andamento do processo, o que gera ansiedade e faz tudo parecer ainda mais pesado.