Gente que faz a diferença

O processo terminou. E o conflito?

Dra. Paula Scaranto, advogada e especialista em Direito Sistêmico, entrevistada da Revista Angel

O que o olhar sistêmico entrega, para Paula Scaranto, é uma distinção que muda o resultado: “Ganhar uma causa pode encerrar um processo. Resolver um conflito é criar condições para que ele deixe de ocupar o centro da vida das pessoas.” Ela aprendeu isso na prática: “era possível ganhar juridicamente e, ainda assim, encontrar pessoas emocionalmente presas ao mesmo conflito”.

O que o conflito faz com quem passa a vida dentro dele?

Dra. Rosaní Paschoal, advogada e especialista em Direito Sistêmico, entrevistada da Revista Angel

Há inventários que não terminam nunca, e não é por falta de documento. Rosaní Paschoal aprendeu a reconhecer o que os sustenta: “aquele processo se torna, sem que ninguém perceba, o único elo que ainda mantém aquela família unida, mesmo que seja pelas desavenças”.

Quem traduz o Direito para quem precisa dele?

Dra. Viviane Macedo, advogada, entrevistada da Revista Angel

“A maioria das pessoas não procura um advogado apenas porque tem um problema jurídico. Ela procura porque está insegura, com medo, frustrada e, muitas vezes, sem entender o que está acontecendo.” Para Viviane Macedo, o problema é que muita gente sai do atendimento exatamente do mesmo jeito, ou passa meses sem saber como está o andamento do processo, o que gera ansiedade e faz tudo parecer ainda mais pesado.

Quem responde quando quem dá as ordens é um algoritmo?

Dr. Pedro Benatto, advogado trabalhista e professor, entrevistado da Revista Angel

Pergunte a Pedro Benatto o que mudou no mundo do trabalho e ele devolve uma imagem incômoda: o chefe perdeu o rosto. O que virou do avesso, diz, “foi a subordinação algorítmica, ou seja, o chefe humano que controlava horários, foi substituído por metas automatizadas e vigilância digital”.