E se a Justiça do Trabalho não existir para dar razão ao trabalhador?

Quase todo mundo que fala de Justiça do Trabalho foca em quem pede. Erotilde Minharro traz a visão de quem decide. Magistrada, ocupa um lugar que não pertence a nenhum dos lados: ouve as duas versões, examina as provas e, no fim, precisa decidir o conflito com imparcialidade, equilíbrio e sensibilidade.
Vinte anos depois, onde a Lei Maria da Penha ainda chega tarde?

À primeira vista, era apenas um casal comum. Ela tinha emprego, amizades, planos para o futuro. Ele parecia atencioso, presente, protetor. Buscava a companheira no trabalho todos os dias, queria saber onde ela estava, com quem conversava e por que demorava a responder.