Gente que faz a diferença

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Quem traduz o Direito para quem precisa dele?

DRA. VIVIANE MACEDO

Graduada em Direito pelo Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN), com especialização em Direito Processual Civil pela mesma instituição e estágio de pós-graduação na Vara da Fazenda Pública da Comarca de Parnamirim/RN, Dra. Viviane Macedo é natural de Natal/RN e atua em todo o Brasil, especialmente em Direito do Consumidor — com foco em Direito da Saúde e Direito Aéreo — e em Direito Previdenciário.

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Dra. Viviane Macedo, advogada, entrevistada da Revista Angel

Dra. Viviane Macedo | Fotografia: Cleber Andrade

“A maioria das pessoas não procura um advogado apenas porque tem um problema jurídico. Ela procura porque está insegura, com medo, frustrada e, muitas vezes, sem entender o que está acontecendo.” Para Viviane Macedo, o problema é que muita gente sai do atendimento exatamente do mesmo jeito, ou passa meses sem saber como está o andamento do processo — o que gera ansiedade e faz tudo parecer ainda mais pesado. Foi em torno dessa falha, e não de uma área do Direito, que ela organizou a própria prática. “Eu acredito que o advogado precisa traduzir o Direito para uma linguagem que as pessoas entendam.” “Lidar com pessoas, administrar conflitos, ter responsabilidade, paciência e inteligência emocional.”

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É o repertório que a faculdade não forma e que a maior parte dos advogados leva anos de exercício para construir. Viviane chegou com ele pronto: habilitada desde 2017, seguiu por outros caminhos profissionais antes de exercer, e foi de lá que o trouxe. “Hoje entendo que esse tempo não foi um atraso, foi uma preparação.” É ele que muda o que ela enxerga quando um caso pousa na mesa: “por trás de cada processo, existe uma pessoa vivendo uma angústia, uma expectativa ou um momento difícil”. Daí a lição que repete: “credibilidade não se constrói apenas pelo conhecimento técnico, mas pela forma como tratamos as pessoas”.

Essa leitura tem consequência prática na escolha dos trabalhos, diz, e na forma como ela quer advogar: acompanhar cada caso de perto, explicar os caminhos possíveis, fazer o cliente se sentir seguro durante todo o processo. E dizer não faz parte do método: “Nem toda demanda combina com a profissional que quero me tornar, e isso é ter clareza sobre o posicionamento que desejo construir.” Sua aposta é crescer por consistência, “construindo relações de confiança e uma reputação baseada na qualidade do trabalho, e não apenas na quantidade de processos”. Deixa claro seu método em toda nova questão: nenhuma resposta sai antes de ser verificada. Estuda, pesquisa, consulta a legislação e a jurisprudência, busca orientação quando é o caso — e responde depois com a segurança necessária.

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Para quem contrata, a diferença é prática: o que sai da mesa dela já passou por conferência. É da mesma régua que vem a sua definição de autoridade: “do conhecimento, da ética, da preparação e da coerência entre o que se fala e o que se faz”. E é o que a advocacia lhe ensinou até aqui, para além do que estava no diploma: “A faculdade me ensinou o Direito. A advocacia está me ensinando sobre pessoas.” Lembrando que: “antes de existir um processo, existe sempre uma história”.

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