O processo terminou. E o conflito?

O que o olhar sistêmico entrega, para Paula Scaranto, é uma distinção que muda o resultado: “Ganhar uma causa pode encerrar um processo. Resolver um conflito é criar condições para que ele deixe de ocupar o centro da vida das pessoas.” Ela aprendeu isso na prática: “era possível ganhar juridicamente e, ainda assim, encontrar pessoas emocionalmente presas ao mesmo conflito”.
O que o conflito faz com quem passa a vida dentro dele?

Há inventários que não terminam nunca, e não é por falta de documento. Rosaní Paschoal aprendeu a reconhecer o que os sustenta: “aquele processo se torna, sem que ninguém perceba, o único elo que ainda mantém aquela família unida, mesmo que seja pelas desavenças”.