Gisella Andretta

por Revista Angel

Arquiteta Urbanista há 7 anos na capital paulista, Gisella Andretta se descobriu na profissão depois de um longa jornada na busca por suas verdadeiras aptidões. “Aos 16 anos já queria ser independente. Minha família exigia prioridade nos estudos e, sem saber ao certo, optei pela faculdade de Direito, da qual, mesmo concluída, não era minha vocação. Desde sempre gostei de história, cultura, cidades diversas, artes, desenho geométrico, trigonometria… Em um ano sabático, busquei novas experiências e encontrar minha vocação. Em 2005, escolhi Florença, na Itália, para ser minha morada e ali tudo se encaixou. O que gostava estava lá: cultura, história, desenhos, pinturas e arquitetura. Nessa vivência, além de fazer grandes amigos, me deparei com minha futura carreira”.

“A transição profissional foi um grande desafio. Pessoas perguntavam se aguentaria cuidar da família, trabalhar e fazer outra faculdade e eu fui extremamente disciplinada: os finais de semana e feriados, durante toda a faculdade, foram dedicados aos estudos intensamente”. E todo o processo fez tudo valer a pena para Gisella. Hoje, arquiteta com uma forte visão em sustentabilidade. “Me formei pela Belas Artes e sou Pós Graduada em ‘Madeira: Projeto e Tecnologia’, do qual compreendi todos os processos construtivos da madeira de reflorestamento e novas tecnologias empregadas tais como CLT, MLC, LVL. O mais interessante é o quão mais sustentável essas metodologias são e o quão mais rápida é a construção, o que leva a baixar custos da obra. Mas friso que a madeira é oriunda de florestas de eucalipto e pinus. Eu refuto trabalhos que envolvam madeiras nativas ou de origem não certificada”.

Para Gisella, toda dedicação e atenção nas diversas etapas são recompensados ao ver o cliente surpreendido com o resultado e destaca que essa percepção é fundamental para a arquitetura, pois é um setor totalmente sensorial. “É marcante. As pessoas podem fechar os olhos e sonhar com o lugar. Outras querem retornar ou permanecer e lhes causam lembranças. E isso é incrível! No meu dia a dia, não abro mão da honestidade e comprometimento. Saliento, também, a importância da fiscalização e do gerenciamento da obra. Alguns clientes acreditam que dão conta e acabam vivenciando um grande tormento que, no caso, vale a pena remunerar o profissional. Sempre haverá imprevistos e o importante é ser responsivo e transparente quanto aos imprevistos inerentes à obra e buscar soluções e alternativas”.

“Na arquitetura, cada trabalho é único. Cada ser humano é único e as demandas de um cliente variam conforme seus desejos e sonhos. E as crenças sociais e culturais também são levadas em consideração. A concorrência existe, porém o cliente contratará aquele que lhe for mais confiável. Sou comprometida com meu trabalho, exigente comigo mesma e com os demais membros de minhas equipes. Em contrapartida, tenho o viés artístico, o qual me leva às soluções criativas associadas às demandas dos clientes. O importante é o arquiteto compreender os desejos e sonhos em projetos residenciais, não necessariamente que sejam caros ou de luxo, e sim a necessidade humana. Arquitetura é uma questão de sensibilidade entre diversos modos de se viver e trabalhar e qual sua correlação para melhor proposta aos clientes.”

Conheça outros profissionais entrevistados nas séries “As mulheres mais poderosas” e “Homens, histórias de sucesso”.

O que achou? Participe. Deixe seu comentário.