Destinos

“Viajar é descobrir que todo mundo está errado sobre outros países”. A frase é de Aldous Huxley, autor de alguns livros como Admirável Mundo Novo, que faleceu em 63, mas nunca foi tão presente nessa viagem feita à China. Saímos do Chile e a ida até lá é bem longa: 9h de Santiago a Atlanta, uma conexão de 10h e outras 15h de vôo até Xangai. Diferente do estilo de viagem que costumo fazer, esta foi toda com guias e não teria como ser diferente, pois lá você não consegue ler quase nada. Chegando, a primeira surpresa foi a cordialidade do povo. Aquele que conhecemos dos comércios ou grupos barulhentos não têm nada a ver com os que vimos.

A primeira cidade foi Xangai, a megacidade considerada a China do futuro. A vista do distrito financeiro é impressionante e a comparação com Nova York, o centro financeiro do mundo, é imediata. Com 20 milhões habitantes, a cidade possui o maior porto e o maior Starbucks! Saímos com destino a Pequim por um trem de alta velocidade para a segunda parte da viagem. A cidade sede do governo há centenas de anos presenciou dinastias de imperadores, revoluções e o surgimento de governos até chegar na China que conhecemos. A grande atração de Pequim é a Muralha da China: são 20 mil quilômetros construídos para proteger o país da invasão dos Mongóis.

A última parada foi Xian, novamente um trem nos levou até lá, pois o horário do trem é de precisão Suíça. Com milênios de idade, Xian é a casa dos guerreiros de Terracota, é… Argila mesmo. O primeiro foi encontrado em 1974 por um camponês que buscava água. Desde então, encontraram 2 mil e há quem diga que tem outros 6 mil enterrados para conservação. Os guerreiros são coloridos e estão fragmentados por conta dos terremotos. Suas cores duram apenas 3 horas quando expostas ao ar e a luz e demora 1 ano para remontar um por completo. A China é um país surpreendente. Uma das nossas guias disse: ‘viajar é como ler um livro: cada lugar que visitamos são páginas que leremos toda a vida’. Se isso for verdade, tenho certeza que essas duas semanas não deram nem para o primeiro parágrafo. Não deixe de visitar a China e conhecer sua cultura e beleza. A experiência valeu muito a pena!

Assista:
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Cusco, Peru

por Revista Angel

Há 3400 metros acima do nível do mar, está localizada a cidade de Cusco, que tem como significado ‘umbigo do mundo’ e é uma das cidades do Peru que mais recebe turistas: foram cerca de 3 milhões somente em 2016. Considerada uma das regiões do mundo repletas de mistérios, os monumentos deixados por seus antigos habitantes, os Incas, promovem uma sensação quase espiritual e há quem diga que o clima de lá é mágico.

A cidade compõe a região dos Andes e fica há mais de mil quilômetros da capital, Lima. O antigo centro administrativo e cultural mais importante do Império Inca foi o destino escolhido pelo analista administrativo, Luccas Dantas, de 25 anos, em maio de 2017. Ele esteve por lá por seis dias e nos conta o que encontrou por lá:

Luccas começa nossa conversa mostrando que sua curiosidade em relação ao local não era recente: “sempre tive interesse em culturas antigas. Uma delas é a Inca, sendo que até hoje é muito forte na região do Peru por ter sido um ponto de extrema importância para eles, assim como a Bolívia”.

O que mais te agradou em relação ao local?
Luccas: Sem dúvida, o que mais me impressionou foram as construções dos Incas. Tanto as construções agrícolas como militares eram bem desenvolvidas na época. 

Sentiu alguma dificuldade em relação à língua ou à cultura?
L: A língua dominante é espanhol, consegui sobreviver tranquilamente. Em relação à cultura, por ser uma cidade turística, a cada esquina você vê algo novo, mas nada que espante.

Qual foi a maior curiosidade que descobriu lá?
L: Uma dentre as diversas coisas que me chamaram atenção, foi a forma em que eles eram sepultados. Eles eram mumificados e colocados em vasos de barro e em posição fetal. Isso eu descobri apenas lá, e confesso que achava que apenas egípcios faziam isso.

É o tipo de viagem para se fazer sozinho ou acompanhado?
L: Eu vejo da seguinte forma, é uma viagem a ser feita com alguém que curta mistérios e goste de se aventurar, o grau de parentesco ou amizade não influencia nisso.

Qual foi a atividade realizada lá que mais te agradou?
L: Sem dúvida, Machu Picchu! Tinha de tudo lá: templos, campos de agropecuária, postos militares… Foi o lugar onde senti toda a espiritualidade da cultura Inca. Foi uma sensação incrível.

Tem alguma dica ou recomendação para quem pretende visitar a região?
L: Se programar com antecedência! Alguns passeios lá podem levar mais de um dia, então é importante estar preparado. Machu Picchu, por exemplo, possui um limite diário de pessoas que podem visitar. Comprar o ingresso de entrada para este sítio arqueológico é muito mais barato quando se compra por meio do site peruano oficial. Também é possível adquirir em agências de turismo lá, contudo, o valor é mais salgado.

Luccas ainda mencionou que todo o roteiro da viagem foi montado depois de muitas pesquisas na internet e em livros. Além disso, ressalta que “é de suma importância que você leve dólares em espécie. Para subir até Machu Picchu, o ônibus custa $ 80,00 dólares por pessoa. Não é possível comprar pela moeda local (Nuevo Sol), já que a operadora é americana. Então, ou paga ônibus ou é preciso enfrentar 2h30 de muita ladeira até o alto da montanha a pé.

CRÉDITOS:

REDAÇÃO: KAMILLA FELIX

FOTOGRAFIA: LUCCAS DANTAS

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