Gente que faz a diferença

PUBLICIDADE

A arte de liderar e os princípios para uma gestão eficaz

Por ERIKA LINHARES

Especializada em mudança de comportamento humano, atuando como executiva há mais de 20 anos. Iniciou sua carreira como sacoleira e já ocupou a posição de Diretora Nacional em uma das maiores multinacionais do Brasil. Até hoje, mais de 15 mil pessoas já estiveram sob sua gestão.

Hoje, Erika desempenha o papel de CEO em uma empresa de varejo com mais de 400 funcionários, alcançando um faturamento de 150 milhões e operando em 45 pontos de venda pelo Brasil. E também é founder da B-Have, uma empresa especializada em comportamento que oferece palestras e treinamentos corporativos para grandes, médias e pequenas empresas de todo o Brasil.

compartilhe esse conteúdo:

Erika Linhares | Fotografia: Divulgação

Quando falamos sobre liderança, é imprescindível compreender que é um cargo desafiador e que exige muita responsabilidade. Aquele que decide assumi-la por interesses financeiros, status ou poder, vai sofrer muito. Isso porque a liderança requer a arte de desenvolver pessoas e um interesse genuíno pelo ser humano. Se você não gosta de ensinar e desenvolver pessoas, você irá enfrentar muitos desafios pois o pilar da liderança está na gestão de indivíduos.

Atualmente, um grande problema enfrentado pelas empresas é que, frequentemente, os cargos de liderança são associados à notoriedade e à remuneração alta, levando as pessoas a almejá-los sem considerar sua aptidão real para a função. Isso resulta em sofrimento não apenas para o líder, mas também para aqueles sob sua gestão, devido a uma liderança ineficaz e ruim.

PUBLICIDADE

Como posso liderar alguém se não sei me auto liderar e controlar? Se minha comunicação é deficiente, se não possuo habilidades para resolver problemas de forma prática, se não sei me adaptar e inovar, se careço de conhecimento técnico sobre aquilo que devo gerenciar, minha liderança se torna prejudicial tanto para mim quanto para aqueles que lidero. Não é necessário ter mais conhecimento do que os demais, pois muitas vezes o líder terá menos conhecimento técnico do que alguns dos liderados, porém deve dominar a arte de gerenciar pessoas. Além disso, deve possuir interesse em aprimorar suas habilidades comportamentais. É imprescindível compreender que as pessoas são singulares, encontram-se em estágios diferentes e possuem personalidades distintas.

Isso conduz ao que denomino Pirâmide da Gestão: dentro da equipe, há indivíduos excelentes, autônomos, que ocupam o topo dessa pirâmide, mas constituem uma minoria. É importante notar que essas pessoas são capazes de caminhar por conta própria, e se o líder tentar microgerenciar e controlá-las excessivamente, elas vão se afastar, pois esse comportamento sufoca sua autonomia.

PUBLICIDADE

No meio da pirâmide estão a grande maioria. Essas pessoas necessitam de gestão, não realizam sem acompanhamento. São indivíduos que demandam orientação e é exatamente por isso que surge a necessidade do cargo de gestão, pois requerem supervisão. Se todos fossem autônomos como os do topo da pirâmide, não haveria necessidade de gestores.

Vários líderes dizem: “Mas eu tenho que falar o tempo todo? Tenho que cobrar constantemente? Devo estar sempre monitorando?” Sim, essas pessoas não são autônomas, e tal acompanhamento é um trabalho contínuo e repetitivo que a gestão requer.

Há também aqueles que se encontram na base da pirâmide, sendo que dentro desse grupo há dois tipos de pessoas. Existem aqueles que temporariamente se encontram nessa posição devido a algum evento pessoal ou profissional que afetou sua produtividade. É preferível tentar resgatar esses funcionários do que substituí-los. As pessoas não são descartáveis, e ninguém “é”, todos “estamos”. Por outro lado, há pessoas que não estão comprometidas e não querem assumir responsabilidades, e nesses casos é necessário ter coragem para desligar. O desligamento é uma medida necessária.

Um quarto ponto essencial para uma gestão eficaz é estabelecer uma rede de apoio, pois a gestão é uma posição que pode ser solitária. Assim, uma rede de apoio é indispensável, mas não é concedida como um presente – ela deve ser conquistada. Então, você tem que conquistar seus pares para que eles te ajudem, você tem que conquistar a lealdade do seu chefe para que ele te dê suporte quando você errar, você tem que conquistar os seus funcionários para que eles se engajem. Tenha em mente um processo de conquista dos seus funcionários, de parceria com seus pares e de lealdade com o seu chefe, assim você criará uma grande rede de apoio, pois a inteligência coletiva é soberana.

É preciso compreender que você vai cometer erros, e quando isso ocorrer, a lealdade demonstrada aos superiores e a colaboração dos colegas serão essenciais. Quando precisar, seus colegas estarão lá para apoiá-lo. Quando convocar sua equipe, eles estarão ao seu lado para ajudar.

E o quinto, igualmente fundamental, é aprender a conduzir conversas difíceis. Negociar com superiores e cônjuges, discordar com respeito, estabelecer limites de maneira educada e compreensível, saber conduzir conversas difíceis com os funcionários apontando seus erros sem ser ofensivo são habilidades necessárias.
Líderes que evitam conversas difíceis enfrentam muitos desafios na sua gestão.

Se você aplicar esses cinco princípios da liderança, certamente experimentará a parte mais gratificante da gestão: saber que você é uma influência positiva na vida das pessoas.

CANAIS DE CONTATO

Compartilhe esse conteúdo:

Conecte-se a milhares de pessoas

Chegou a hora de você promover suas ideias e ampliar sua rede de contatos.

PUBLICIDADE