Gente que faz a diferença

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Se cuidar completamente: corpo, mente e emoções precisam estar em equilíbrio

ANA PAULLA PEREIRA FOX

Reflexoterapeuta

Ana Paulla é psicanalista e especialista em leitura de personalidade pelos pés, além de palestrante sobre o tema com mais de 7 mil atendimentos na região de Cedral/SP.

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Ana Paulla Pereira Fox, terapeuta holística, autora do editorial de saúde da Revista Angel

Ana Paulla Pereira Fox | Fotografia: Deivid Murad

Cuidar da saúde vai muito além de tratar um sintoma. O corpo humano não funciona como um conjunto de peças independentes. Sono, alimentação, emoções, relações, experiências vividas, hábitos e estado mental se comunicam o tempo todo. É justamente dessa compreensão que parte a abordagem das terapias holísticas e integrativas: olhar para a pessoa antes de olhar apenas para o problema. Na reflexoterapia, por exemplo, o atendimento pode fazer parte de uma estratégia complementar de cuidado voltada ao relaxamento, ao bem-estar e à percepção do próprio corpo. Mas o olhar integrativo começa antes mesmo da técnica. É preciso ouvir.

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Quem é essa pessoa? Como foi sua infância? Que experiências marcaram sua história? Quais situações continuam provocando medo, ansiedade, culpa ou insegurança? Que padrões se repetem em seus relacionamentos? Quais crenças determinam silenciosamente a maneira como ela vive? Essas perguntas importam porque saúde física e saúde emocional estão conectadas. Estresse prolongado, privação de sono e sofrimento psicológico podem alterar respostas hormonais, aumentar a tensão muscular, afetar o sistema cardiovascular, interferir na imunidade e modificar comportamentos relacionados à alimentação e à atividade física.

Isso não significa afirmar que todas as doenças tenham origem emocional. As enfermidades podem envolver fatores genéticos, infecciosos, ambientais, metabólicos e comportamentais, entre muitos outros. Significa compreender que ignorar o estado emocional também pode significar ignorar uma parte importante da saúde. É possível encontrar alguém que pratique exercícios, mantenha uma alimentação equilibrada, beba água e consuma vitaminas, mas viva constantemente sob ansiedade, ressentimento ou exaustão emocional. O cuidado físico continua sendo fundamental, porém talvez não seja suficiente para produzir aquilo que buscamos de verdade: qualidade de vida.

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Cuidar-se por inteiro significa aprender a reconhecer limites, compreender emoções, elaborar experiências difíceis, manter hábitos saudáveis e, sempre que necessário, buscar acompanhamento médico ou psicológico. Terapias integrativas podem participar desse processo como complemento, nunca como substituição de tratamentos necessários. Há uma diferença enorme entre simplesmente existir e verdadeiramente viver. E talvez uma das formas mais profundas de viver seja aprender a olhar para dentro antes que o corpo precise gritar aquilo que não conseguimos ouvir.

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